Após seca e geada, Centro-Sul deve processar 609,5 mi ton de cana na safra 2016/17

A maior parte das áreas canavieiras foi afetada por precipitação abaixo da média histórica ou geadas ao longo dos últimos meses

 

canaA defasagem das chuvas, combinada com geadas, canaviais envelhecidos e com o encurtamento da entressafra, vêm prejudicando a produtividade da cana-de-açúcar na maior parte das áreas produtoras do Centro-Sul brasileiro. Essa mudança de perspectiva levou a consultoria INTL FCStone a reduzir o volume de processamento calculado para 609,5 milhões de toneladas (contra os 619 milhões de toneladas estimados anteriormente, em maio), 1,3% abaixo da safra anterior.
“Apesar da diminuição no volume de cana processada em comparação com 2015/16, a moagem desta safra ainda seria a segunda maior já registrada no Centro-Sul, representando diferença de 8,3% acima da média das últimas cinco safras”, pondera o analista de mercado, João Paulo Botelho.
Além do efeito das condições climáticas sobre as expectativas de produtividade, o grupo adequou sua estimativa à quantidade do açúcar total recuperado (ATR) médio mais baixo registrado durante os primeiros meses de colheita. Estima-se um ATR médio de 134 Kg/t na safra, ainda assim 2,7% acima da temporada anterior. O ATR total deve alcançar 81,7 milhões de toneladas, 1,3% a mais do que o registrado em 2015/16.
No que diz respeito ao mix produtivo, foi mantida a estimativa de participação de 44,1% do açúcar, 3,5 pontos percentuais acima de 2015/16. A produção de anidro foi aumentada para 11 bilhões de litros, 3,6% a mais do que o registrado na safra 2015/16 e mais próxima da máxima registrada em 2013/14, enquanto a produção projetada de hidratado foi reduzida para 15,8 bilhões de litros, 9,7% abaixo da safra passada.
Para a produção total de açúcar do Centro-Sul, a INTL FCStone acredita que este ciclo deve registrar 34,3 milhões de toneladas, 10% acima da safra passada e marginalmente superior ao recorde estabelecido na safra 2013/14. “A maioria das empresas vem aumentando ao máximo a produção do adoçante para aproveitar os elevados preços oferecidos pela exportação deste em comparação com o etanol”, lembra o analista Botelho.

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Fonte: comunicação INTL FCStone / carolina.barboza@intlfcstone.com

Carolina Barboza
Carolina Barboza é jornalista na Consultoria em Futuros e Commodities INTL FCStone.